Teste de risco de queda em idosos

Responda 12 perguntas rápidas sobre equilíbrio, força, remédios e quedas anteriores. No resultado, você descobre se o risco de queda merece atenção e recebe orientações para evitá-lo.

Está respondendo por um familiar? Responda pensando nele.

Você caiu no último ano?
Você usa, ou já recomendaram que use, bengala ou andador para andar com segurança?
Às vezes você se sente instável ao caminhar?
Dentro de casa, você se apoia nos móveis para andar?
Você tem medo de cair?
Você precisa empurrar com as mãos para levantar de uma cadeira?
Você tem dificuldade para subir no meio-fio da calçada?
Você muitas vezes precisa correr para chegar a tempo ao banheiro?
Você perdeu parte da sensibilidade nos pés?
Você toma algum remédio que às vezes causa tontura ou mais cansaço que o normal?
Você toma remédio para dormir ou para melhorar o humor?
Você costuma se sentir triste ou desanimado?

Como funciona o teste de risco de queda

O teste usa o questionário Stay Independent, do programa STEADI do CDC, o centro de controle de doenças dos Estados Unidos. Ele foi validado em pesquisa com idosos que vivem em casa e é usado por médicos e fisioterapeutas como triagem.

Cada “sim” vale pontos. As perguntas sobre queda no último ano e uso de bengala ou andador valem 2 pontos; as demais valem 1. Com 4 pontos ou mais, o risco de queda é considerado aumentado. Seguindo o algoritmo do CDC, também indicamos risco aumentado quando a pessoa caiu no último ano, se sente instável ao andar ou tem medo de cair, mesmo com menos pontos.

Por que as quedas preocupam

Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 28% e 35% das pessoas com mais de 65 anos caem pelo menos uma vez por ano, e a proporção sobe depois dos 70. As quedas são a principal causa de fraturas de quadril e de perda de independência na terceira idade. Depois de uma queda, muitos idosos passam a ter medo de andar, se movimentam menos e perdem ainda mais força.

O que aumenta o risco de cair

  • Fraqueza nas pernas: dificuldade para levantar da cadeira ou subir degraus.
  • Alterações de equilíbrio e da marcha: andar arrastando os pés ou se apoiando em móveis.
  • Remédios: calmantes, remédios para dormir, antidepressivos e alguns remédios de pressão.
  • Visão e pés: óculos desatualizados, catarata, dormência ou dor nos pés, calçados inadequados.
  • Casa: tapetes soltos, pouca luz à noite, banheiro sem barras de apoio, fios e objetos no caminho.

Como prevenir quedas em casa

  1. Exercícios de força e equilíbrio. Uma revisão Cochrane de 2019 mostrou que programas de exercício reduzem em cerca de 23% o número de quedas em idosos que vivem em casa.
  2. Revisão dos remédios com o médico, principalmente os que dão sono ou tontura.
  3. Exame de vista uma vez por ano.
  4. Luz no caminho do banheiro à noite, com luminárias de tomada ou sensores de presença.
  5. Barras de apoio e piso antiderrapante no box e ao lado do vaso sanitário.
  6. Calçados fechados, com sola firme e antiderrapante, em vez de chinelos soltos.

Para revisar a casa cômodo por cômodo, use o checklist casa segura para idosos.

Como a fisioterapia ajuda a evitar quedas

Na avaliação, o fisioterapeuta mede força, equilíbrio e marcha com testes como o Timed Up and Go e o teste de sentar e levantar. A partir disso, monta um plano de exercícios e treina situações do dia a dia, como levantar da cama, entrar no box e subir degraus. Quando o atendimento é em casa, ele também aponta o que adaptar no ambiente.

Importante: esta ferramenta é educativa e serve como triagem. Ela não faz diagnóstico e não substitui a avaliação de um médico ou fisioterapeuta. Se houve queda com batida na cabeça, dor forte ou dificuldade para andar, procure atendimento médico.

Perguntas frequentes

A partir de quantos pontos o risco de queda é considerado aumentado?

Com 4 pontos ou mais no questionário. Pelo algoritmo do CDC, também há risco aumentado quando a pessoa caiu no último ano, se sente instável ao andar ou tem medo de cair.

Posso fazer o teste pelo meu pai ou pela minha mãe?

Sim. Responda pensando na rotina dele ou dela. Se possível, faça junto, porque algumas perguntas, como medo de cair e tontura com remédios, dependem de como a pessoa se sente.

O teste substitui uma avaliação?

Não. O questionário é uma triagem. A avaliação presencial mede força, equilíbrio e marcha e identifica o que está causando o risco.

Quais exercícios ajudam a prevenir quedas?

Exercícios de equilíbrio, como ficar em um pé só com apoio, e de força para as pernas, como sentar e levantar da cadeira. O ideal é fazer pelo menos 3 vezes por semana, com orientação no início.

Quem tem risco aumentado deve evitar andar sozinho?

Não necessariamente. Ficar parado enfraquece as pernas e aumenta o risco. O caminho é adaptar a casa, usar apoio quando indicado e treinar força e equilíbrio com acompanhamento.

Quer uma avaliação de equilíbrio em casa?

Nossos fisioterapeutas avaliam força, equilíbrio e a segurança da casa, e montam um plano para evitar quedas.

Equipe de fisioterapeutas da Capobianco Fisioterapia

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